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IA & automação · Guia

O que são skills do Claude Code e como usar no time

Uma skill do Claude Code é uma pasta com um arquivo SKILL.md: instruções, scripts e referências para uma tarefa recorrente, como revisar um pull request ou preparar um release. O agente lê só o nome e a descrição de cada skill e carrega o resto quando a tarefa pede, ou quando alguém digita /nome-da-skill.

Master TimmAtualizado em 6 min de leitura

O que é uma skill do Claude Code

Uma skill é conhecimento de procedimento empacotado: o passo a passo que alguém do time explicaria a um colega novo, escrito uma vez e lido pelo agente sempre que a tarefa aparece. O formato segue o padrão aberto Agent Skills, que outras ferramentas além do Claude Code também leem.

  • Frontmatter: O name e a description, que dizem o que a skill faz e quando usá-la; é a parte que o agente vê em toda sessão.
  • Corpo: As instruções em Markdown, carregadas quando a skill é usada.
  • Arquivos de apoio: Referências, modelos e scripts na mesma pasta, lidos ou executados só quando a instrução pede.
  • Local: Em ~/.claude/skills, a skill vale para uma pessoa em todos os projetos; em .claude/skills, dentro do repositório, ela é versionada com o código e chega ao time inteiro.

Ferramentas de Spec-Driven Development como Spec Kit e OpenSpec já se instalam como skills: cada etapa do método vira uma skill que o agente chama no chat.

Progressive disclosure: por que uma skill quase não pesa no contexto

A janela de contexto é limitada, e tudo o que entra nela custa tokens e atenção do modelo. As skills carregam em três níveis, cada um só quando é necessário.

Os três níveis de carregamento de uma skill
NívelQuando entra no contextoCusto aproximado
MetadadosName e descriptionNo início de toda sessão, para todas as skillsCerca de 100 tokens por skill
InstruçõesO corpo do SKILL.mdQuando a tarefa casa com a descrição ou alguém digita /nomeRecomendado abaixo de 5 mil tokens
RecursosReferências, modelos e scriptsSó quando a instrução manda ler ou executarNada até o uso; de um script, entra só a saída

Há duas consequências práticas. A descrição decide se a skill dispara: vaga demais, o agente não a encontra; ampla demais, ela carrega na hora errada. E, depois de carregada, a skill fica no contexto pelo resto da conversa, então cada linha do corpo vira custo recorrente; a documentação recomenda manter o SKILL.md abaixo de 500 linhas.

Skills, hooks e CLAUDE.md: o que vai em cada um

Os três guardam conhecimento do time para o agente, mas entram em momentos diferentes. Escolher o lugar errado gasta contexto ou deixa uma regra importante sem garantia.

CLAUDE.md, skill ou hook: quando cada um entra em ação
RecursoQuando ageUse para
CLAUDE.md ou AGENTS.mdAs regras do projetoEm toda sessão, inteiroConvenções e comandos que valem sempre, como o gerenciador de pacotes e o comando de testes
SkillConhecimento ou procedimento sob demandaQuando a tarefa casa com a descrição, ou com /nomeChecklists, guias de estilo e roteiros de várias etapas
HookUm comando disparado por um eventoSempre que o evento acontece, como antes ou depois de uma ferramentaO que não pode falhar: lint após cada edição, bloqueio de um comando perigoso

Uma regra da documentação do Claude Code resolve a maior parte das dúvidas: instrução em CLAUDE.md ou em skill é um pedido, não uma garantia. Se algo precisa acontecer toda vez, como impedir a edição de um arquivo .env, isso vira hook. E quando o CLAUDE.md passa de 200 linhas, o material de consulta deve migrar para skills.

Como testar e versionar skills

Ver uma skill disparar só prova que o agente a encontrou. Para saber se ela funciona, é preciso medir duas coisas em separado: se dispara nos pedidos certos e se o resultado melhora quando ela está ativa.

  1. Monte os casos: Pedidos reais que devem disparar a skill e pedidos parecidos que não devem.
  2. Compare com e sem a skill: Rode cada caso em uma sessão nova, uma vez com a skill e outra com ela desligada, e compare os resultados.
  3. Automatize a comparação: O plugin skill-creator guarda os casos em evals/evals.json e mede taxa de acerto, tempo e tokens; para skills distribuídas em plugin, o comando claude plugin eval pode reprovar o CI abaixo de uma nota mínima.
  4. Versione como código: A skill fica em .claude/skills, muda por pull request com revisão e vira plugin quando vários repositórios precisam dela.

Testes e versionamento fazem parte de como escrevemos skills, junto com gatilhos claros e o carregamento sob demanda.

Governança: skills no time, com segurança

Uma skill pode mandar o agente executar código, então instalar uma skill é parecido com instalar software. A documentação da Anthropic recomenda usar só skills de fontes confiáveis e auditar todos os arquivos de uma skill de terceiros antes do uso.

  • Permissões dentro da skill: O campo allowed-tools libera ferramentas sem pedir aprovação durante o turno em que a skill roda, mesmo em pastas não confiáveis; revise esse campo em toda skill que entra no repositório.
  • Ações com efeito colateral: Skills que fazem deploy, commit ou enviam mensagens levam disable-model-invocation: true, para que só uma pessoa possa chamá-las.
  • Regras de permissão: Skill(deploy *) em uma regra de bloqueio impede o agente de usar a skill, sem editar o arquivo dela.
  • Inventário: O comando /skill-doctor mostra o custo de contexto e o uso de cada skill e ajuda a desligar as que ninguém usa.

No programa em que atuamos para a The Hackett Group, o modelo operacional usa 12 agentes e 25 skills com hooks de quality gate, em Claude Code e OpenCode.

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Perguntas frequentes

Skill e comando de barra são a mesma coisa?

Quase: no Claude Code, os comandos personalizados foram incorporados às skills, e um arquivo em .claude/commands/deploy.md e uma skill em .claude/skills/deploy/SKILL.md criam o mesmo /deploy. A skill acrescenta uma pasta para arquivos de apoio, o controle de quem pode chamá-la e o carregamento automático quando a tarefa pede.

Skills funcionam em outros agentes além do Claude Code?

Funcionam nas ferramentas que adotam o padrão aberto Agent Skills, que define o SKILL.md com name e description; o Codex, por exemplo, lê skills na pasta .agents/skills. Campos exclusivos do Claude Code, como context: fork e hooks, não valem fora dele, então uma skill que precisa ser portátil fica nos campos do padrão.

Quantas skills um time deve ter?

Uma para cada tarefa recorrente que a justifique, e nenhuma a mais: cada skill que o agente pode chamar ocupa espaço na lista de descrições de toda sessão. Quando a lista passa do orçamento, de cerca de 1% da janela de contexto, o Claude Code corta as descrições das skills menos usadas, e o agente passa a ter dificuldade para encontrá-las.

Posso instalar skills prontas da internet?

Pode, com o cuidado de quem instala software: leia todos os arquivos, procure chamadas de rede e acessos a arquivos que não combinam com o objetivo da skill e desconfie de skills que buscam conteúdo em URLs externas. Em repositório de cliente, uma skill de terceiros passa pela mesma revisão de qualquer dependência.

Fontes

Master Timm · Atualizado em

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